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Juary, o centroavante rápido e ousado

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Um Santos sem Pelé e sem dinheiro, precisava se reinventar para sair da crise. E, mais uma vez, os dirigentes recorrem à base para salvar o clube. No comando da equipe, o técnico Chico Formiga conduziu esses meninos, de forma brilhante, e conquistou o Campeonato Paulista de 1978.

Os nomes eram Rubens Feijão, Pita, Juary, Claudinho, Toninho Vieira, Nilton Batata, Zé Carlos, Joazinho, Ailton Lira e João Paulo, mas hoje, a Santos Vivo celebra o aniversário de uns desses eternos meninos: o Juary, que completa 57 anos.

Juary chegou ao Santos com o sonho de jogar no time de Pelé, mas a crise que já estava na Vila Belmiro, não permitiu que o clube se classificasse para o Campeonato Paulista de 1976. Em 1977, o Santos melhorou, mas as oportunidades de Juary ainda estariam por vir.

Um dos grandes momentos de sua carreira envolveu o zagueiro Luís Pereira, que atuava no Atlético de Madrid, havia sido titular da seleção espanhola de 1974 e era dos mais respeitados na época. Na final da Copa Cidade de São Paulo em 1977, o zagueiro vacilou e viu, rapidamente, quando Juary roubou a bola, ganhou velocidade, avançou e marcou o primeiro gol da partida. O Santos perdeu o torneio nos pênaltis, mas Juary fez a alegria da torcida e dos jornais que noticiavam a atitude do menino como “ousada”.

No ano seguinte, em 1978, a Federação promoveu o campeonato mais longo de sua história (agosto de 78 a junho 1979), foram 56 jogos, 3 turnos, mais final e semifinal. O Santos venceu 26 jogos, empatou 16 e perdeu 14. Já Juary, o aniversariante de hoje, foi o artilheiro do campeonato com 29 gols.

Juary teve uma passagem breve no Santos, atuou de 1976 a 1979, e nos 10 anos seguintes jogou por equipes do México e em Portugal. No final dos anos de 1980, retornou ao Brasil e jogou pela Portuguesa e pelo Santos. Com a camisa do Peixe, participou de 231 jogos e marcou 101 gols.